Slider



Tudo isso só na primeira semana!

Ele é o quinto single do álbum "1989" e já promete marcar a carreira de Taylor Swift. Logo na primeira semana, "Wildest Dreams" foi enviado para as rádios americanas e bateu o recorde de estações nos Estados Unidos, visto que foi inserido de uma só vez na programação de 178 rádios. O recorde era de Jason Derulo com "Want To Want Me" com 156 inserções. Apesar do sucesso, a crítica veio em peso. Taylor foi acusada de racismo na produção do videoclipe do single lançado no último domingo (30) durante o VMA 2015.


Críticos comentaram que "Wildest Dreams" faz referência ao colonialismo branco e também ao racismo por não ter negros em sua produção. No videoclipe, Taylor interpreta uma atriz hollywoodiana que grava um filme na África e se apaixona por um dos atores que é interpretado por Scott Eastwood. Com a tradução de "Sonhos Selvagens", o cenário africano contribuiu para o contexto da história. Paisagens fantásticas e animais como leões, elefantes e zebras fizeram parte de toda a produção. No fim do vídeo, eles retornam Hollywood e não ficam juntos, pois o ator já é compromissado. Independente de relatar um amor proibido, veículos de todo o mundo fizeram críticas a cantora e causou o maior alvoroço entre os fãs.


O diretor do videoclipe, Joseh Khan, enviou uma carta à imprensa americana em que rebateu todas as críticas e se diz orgulhoso do resultado final. “‘Wildest Dreams’ é uma música sobre um relacionamento condenado e o conceito do vídeo era que eles vivessem esse amor longe de suas vidas normais. Isso não é um vídeo sobre colonialismo, mas uma história de amor vivida na Africa, em 1950”, disse o diretor. Para fundamentar sua defesa, o diretor destacou que há africanos negros em vários trechos do vídeo, mas a maioria das cenas são com Taylor e Scott. "O vídeo é baseado em romances como o de Elizabeth Taylor e Richard Burton e em clássicos do cinema como ‘The African Queen, Out Of Africa’ e ‘The English Pacient’, apenas para citar alguns”, exemplificou Khan.


“A realidade é que não há apenas pessoas de cor no vídeo, mas as mentes criativas que trabalharam nele são pessoas de cor. Eu tenho descendência asiática-americana, a produtora Jil Hardin é africana-americana, o editor Chancler Haynes é um africano-americano. Nós organizamos o elenco e editamos este vídeo. Coletivamente decidimos que seria inapropriado historicamente encher o elenco de mais atores negros para que o vídeo não fosse acusado de reescrever a história. O vídeo se passa no passado por uma equipe presente e estamos orgulhosos do trabalho. Não há nada político no vídeo. Nosso objetivo era contar uma trágica história de amor”, disse.

Para encerrar, Khan também lembrou que todo o lucro do vídeo será doado a African Parks Foundation para que preservar os animais do continente e apoiar a economia local.

E você, o que achou do videoclipe?





© Copyrighted: OWN.Art Ideas - Todos os direitos reservados a Giovane Almeida